Intuito é reforçar a conscientização a respeito da doença, principalmente para evidenciar a importância da prevenção e oferecer alternativas para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes

Em alusão ao Dia Mundial do Diabetes, A policlínica Estadual da região Sudoeste – Quirinópolis realizou uma palestra sobre o tema, que abordou o que é a doença, quais os tipos, prevenção e alimentação. A atividade foi ministrada pelo médico da família Wilton Pereira Santos e pela nutricionista Suziane Ferreira Goulart Garcia.

Em sua apresentação, Wilton explicou o que é a doença. “ O Diabetes Mellitus é uma doença crônica provocada pela falta de insulina ou da incapacidade do organismo de utilizá-la adequadamente. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, controla a quantidade de glicose no nosso sangue ou, em outras palavras, os níveis de açúcar.”, disse.

De acordo com o médico, a glicose é obtida por meio dos alimentos que ingerimos diariamente. “O corpo precisa da insulina para conseguir metabolizar a glicose adquirida nesse processo. É por esse motivo que surge a má fama dos doces citada anteriormente, pois esses já são alimentos naturalmente ricos em açúcar, que possuem o chamado alto índice glicêmico”, explica.

Wilton ressalta que quando uma pessoa tem diabetes, ela não consegue utilizar a glicose adequadamente, provocando um déficit na metabolização desse carboidrato.” Esses casos são caracterizados por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente, condição que pode provocar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos”, afirma.

A nutricionista Suziane Goulart destacou a importância das mudanças nos hábitos de vida e na prática de exercícios aliados no controle e prevenção de diversas doenças, entre elas o diabetes. “O ideal é basear a alimentação em alimentos in natura e minimamente processados, evitando o consumo de ultraprocessados que são ricos em gorduras, sal, açúcar e aditivos químicos”, destacou.

Segundo Suziane, as pessoas com diabetes devem consumir diariamente verduras, legumes e frutas, preferencialmente crus, por possuírem maiores quantidades de fibras. Já as frutas devem ser consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo do dia.

“É importante lembrar que os carboidratos têm maior efeito nos níveis de glicose do sangue, portanto é importante controlar o consumo de doces, massas e gorduras. Além disso, a prática de atividade física ajuda a controlar a glicemia, manter o peso saudável e controlar o estresse, fatores que também contribuem para a evolução da doença. Ter uma vida fisicamente ativa e uma alimentação saudável é fundamental, tanto para prevenir quanto para controlar o diabetes”, finalizou a nutricionista.

Tipos de diabetes

O médico Wilton Pereira Santos abordou sobre os tipos da doença.

Tipo 1: O próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói as células produtoras de insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% das pessoas com diabetes, sendo mais frequente em jovens e crianças. Por esse motivo, o diagnóstico costuma ser feito na infância e adolescência.

Tipo 2: Resulta da resistência à insulina. Ou seja, o corpo não produz uma quantidade suficiente do hormônio ou existe uma incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo ocorre em cerca de 90% das pessoas com diabetes, sendo mais comum em adultos ou em pessoas acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação.

-Diabetes Gestacional: Decorrente das mudanças hormonais, a ação da insulina pode ser reduzida durante a gestação. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar. Essa é uma condição que pode ou não persistir após o parto.

-Pré-diabetes: Condição caracterizada pelo nível de açúcar no sangue acima do normal, mas não o suficiente para ser diagnosticado como diabetes. Serve de alerta, pois indica um risco grande da doença se desenvolver.

Como identificar e tratar o diabetes

Qualquer pessoa pode ter diabetes, mas é importante analisar alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como: a presença de pessoas com diabetes na família, comportamentos sedentários, obesidade, hipertensão arterial e idade acima de 45 anos.

Além disso, alguns sintomas podem indicar a presença da doença. São eles: fome frequente, sede intensa, desânimo, fraqueza, sonolência, tontura, perda de peso, urina em excesso, dificuldade na cicatrização de feridas e infecções frequentes. É importante lembrar que, para cada tipo do diabetes, os sintomas podem variar. Portanto, nada substitui uma avaliação médica. Um simples exame de sangue pode revelar se você tem ou não.

O médico da família salienta que se o diabetes não for tratado de forma adequada. São elas: problemas neurológicos, na visão, nos rins, nos pés e nas pernas, além de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. “É importante se consultar com médico a cada seis meses, fazer uma avaliação e ter mudanças nos hábitos para prevenir não somente o diabetes mais várias outras doenças”, finalizou.

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