Ação passou orientações sobre autocuidado, prevenção do câncer de próstata e promoção da saúde

O mês de novembro levanta um tema importante, mas que não costuma ser pauta no dia-a-dia e rodas de conversa dos homens: o câncer de próstata. Com o intuito de fortalecer a campanha Novembro Azul e desmistificar os cuidados com a saúde do homem, a Policlínica Estadual da Região Sudoeste – Quirinópolis realizou uma palestra sobre a temática.

Conduzida pela coordenadora de hemodiálise da unidade, Etiene Carla Miranda, a apresentação tratou sobre a realização do exame de toque retal, os tipos de tumor, além de sintomas e opções de tratamento para o câncer de próstata. De acordo com a palestrante, a ação passou orientações sobre autocuidado, prevenção de doenças e promoção da saúde.

Etiene explica que a próstata é uma glândula masculina, localizada na parte inferior do abdome, abaixo da bexiga e a frente do reto, envolvendo uma parte inicial da uretra. Tem formato de maçã, e produz parte do sêmen, que contém os espermatozoides.

“O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens e que acomete idosos a partir dos 65 anos, é considerado um câncer de terceira idade. Por apresentar sintomas semelhantes ao crescimento benigno da próstata ou nem apresentar sintomas, o câncer pode ter uma evolução silenciosa”, revela.

A profissional destaca que os principais sintomas incluem: aumento da frequência urinária, diminuição do jato da urina, dificuldade de urinar, hematúria (sangue na urina). “Em situações em que o câncer está em estágio avançado, além dos sintomas urinários, pode provocar dor óssea, infecção generalizada e até insuficiência renal”, disse.

Quanto mais rápido a detecção do câncer, maiores são as chances de um tratamento bem sucedido. “A investigação é realizada por meio de exames clínicos, laboratoriais ou de imagens. O tratamento é individualizado e definido pelo médico juntamente com o paciente. Em casos onde o câncer atinge apenas a próstata é realizado cirurgia de remoção, radioterapia ou até mesmo apenas vigilância, dependendo do caso. Quando a doença está avançada, além de cirurgia, radioterapia, a terapia hormonal poderá ser utilizada. Em casos de metástase, é indicado terapia hormonal”, conclui Etiene.

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