Problema social é grave e afeta milhares de idosos no mundo

A Policlínica Estadual da Região Sudoeste, em Quirinópolis, promoveu uma palestra em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A ação foi conduzida pela assistente social Luciene Andrade. De acordo com a profissional, a violência contra pessoas idosas é um verdadeiro drama social, a escolha do 15 de junho para celebrar a data pode ser considerada um símbolo da luta pela garantia da assistência integral à saúde do idoso.

“O mês de junho é oportuno para falarmos sobre o tema e incentivar o cuidado no trato com as pessoas de idade avançada. Por conta das limitações da idade e da maior propensão (tendência) às doenças crônicas, muitos idosos se tornam mais vulneráveis à violência. Por conta disso, é necessária uma maior reflexão para evitar essa prática. Este tipo de violência assume muitas vezes a forma de abusos psicológicos, financeiros ou físicos e pode acontecer nos mais diversos ambientes, seja na casa dos próprios idosos, na casa de familiares, ou até mesmo em lares”, explicou Luciene.

A assistente social destaca que a violência contra a pessoa idosa é um problema social grave que afeta milhões de idosos em todo o mundo. “É crime grave e também silencioso e por isso no Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, este tema merece não só a nossa atenção, mas um apelo para que tomemos todos consciência da sua imensa gravidade e consequências que pode deixar nas vítimas”, disse.

A violência pode surgir de diversas formas e pode acontecer várias vezes. No caso particular dos mais idosos, e devido à sua vulnerabilidade, estes tornam-se menos capazes de lutar contra possíveis atos de violência e maus tratos, tornando-se, assim, um alvo para a prática deste crime.

Tipos de violência contra o idoso

Violência Física: é o tipo mais visível, que inclui maus tratos ou abusos físicos como tapas, beliscões, arranhões e empurrões. Também pode ocorrer com o uso de instrumentos como cintos, lâminas e armas brancas de fogo.

Abandono ou Negligência: é o tipo mais comum de violência contra o idoso, que inclui omissões e privações de cuidados básicos para sua saúde e bem-estar físico. Entram ainda neste grupo a falta de proteção social e emocional, bem como negligências como higiene, vestuário, alimentação e administração correta de medicamentos.

Abandono ou Negligência: é o tipo mais comum de violência contra o idoso, que inclui omissões e privações de cuidados básicos para sua saúde e bem-estar físico. Entram ainda neste grupo a falta de proteção social e emocional, bem como negligências como higiene, vestuário, alimentação e administração correta de medicamentos.

Autonegligência: é semelhante ao item anterior, mas como diferencial de que as negligências acontecem não por intermédio de terceiros, mas por conta do próprio idoso. Normalmente acontece quando a pessoa tem uma conduta que a ameaça a própria segurança e não recebe ou se recusa a receber os cuidados necessários.

Violência Psicológica: é o tipo de agressão que inclui qualquer forma de desprezo, preconceito, humilhação. Também inclui a restrição de liberdade individual e isolamento social que pode gerar tristeza, depressão, solidão ou qualquer sofrimento mental ou emocional para a pessoa idosa.

Violência Sexual: é a imposição ao idoso para que faça, participe ou presencie de atividades sexuais sem o consentimento. Isso pode acontecer por decorrência de intimidações físicas ou psicológicas.

Abuso Econômico ou Patrimonial: é o tipo de violência que acontece quando alguém tenta usufruir ilegalmente dos bens da pessoa idosa. O uso dos recursos financeiros ou do patrimônio sem consentimento.

Fonte: Jornal Diário da Manhã.

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