Hipnoterapia é usada como prática integrativa no SUS

A psicóloga Bruna de Souza Oliveira realizou a abertura da palestra falando sobre as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), explicou que são recursos terapêuticos que buscam a prevenção de doenças e a recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

As práticas foram institucionalizadas por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC). Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, de forma integral e gratuita, 29 procedimentos de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) à população.

O Brasil é referência mundial na área de práticas integrativas e complementares na atenção básica. É uma modalidade que investe em prevenção e promoção à saúde com o objetivo de evitar que as pessoas fiquem doentes.

Além disso, quando necessário, as PICS também podem ser usadas para aliviar sintomas e tratar pessoas que já estão com algum tipo de enfermidade.

IMPORTANTE: As Práticas Integrativas e Complementares não substituem o tratamento tradicional. Elas são um adicional, um complemento no tratamento e indicadas por profissionais específicos conforme as necessidades de cada caso. Conclui a psicóloga Bruna.

Logo em seguida passou a fala para o palestrante convidado Wanderlan de Freitas- Hipnoterapeuta, que explicou que a hipnose clínica é uma  das práticas integrativas complementares registrada pelos SUS, trata-se de  técnica terapêutica que é reconhecida cientificamente. A hipnose é um estado mental de concentração extrema e consciência secundária mínima induzido por determinadas instruções preliminares. Essa condição permite que o indivíduo fique profundamente relaxado e mais suscetível a sugestões, facilitando a experimentação de novas percepções, pensamentos, sensações e comportamentos.

Entre os benefícios da hipnose, ele cita o aumento do poder de concentração, a superação de medos, vícios, dores e diversas doenças mentais, como a depressão e crises de ansiedade. A técnica também pode ser eficaz no combate a transtornos alimentares e na luta contra a obesidade, por exemplo.

A técnica hipnótica mostra ao paciente um novo caminho, ajudando-o a instalar um ‘novo programa’ na mente subconsciente. Ou seja, se o paciente estava programado a fumar pra desestressar, com esse novo ‘programa’ (instalado com o auxílio da hipnoterapia), ele focará mais nos malefícios do cigarro. Não quer dizer que o paciente vai esquecer o ‘programa antigo’, apenas passa a não fazer mais sentido pra ele”.

Quando a hipnoterapia é usada como complemento à psicoterapia, o paciente pode ser estimulado a lembrar detalhes de histórias e emoções do passado que foram totais ou parcialmente esquecidas (ou mesmo bloqueadas pela mente). Algumas dessas memórias podem ser a chave para resolver traumas, vícios (tabagismo, alcoolismo e afins) fobias e problemas que afetam a qualidade de vida do paciente.

“Nós temos todas as imagens da nossa vida gravada na nossa mente. Elas ficam armazenadas na memória profunda. Eu posso induzi-lo a trazer de volta essas lembranças, revê-las, para ajudá-lo a entender o que se passa hoje. É descobrir, através da hipnose, o motivo daquele sintoma (seja gagueira, tabagismo etc.) e ressignificá-lo. Assim, o problema não tem mais motivo pra existir. Hipnose é ‘reprogramar’ a mente subconsciente”.

O presente evento teve como objetivo prover esses saberes aos colaboradores sobre a hipnoterapia, como estimulo de desmistificar os mitos e medos a respeito da prática e explicar como a hipnoterapia pode ajudar em processos terapêuticos nas pessoas, falar da hipnose como ferramenta das práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde.

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